Sling – o "paninho" mágico!

 

semilla

Você sabia que o sling, apesar de estar altamente na moda, não é uma novidade fashion? Primeiramente, para quem não sabe o que é, explico. Uma faixa de tecido (com argolas ou não) que serve para carregar o bebê. Simples assim? Simples assim!

Sling para todas as tribos!

Ele vem dos períodos mais antigos, onde talvez sua missão estivesse ligada ao fato da mãe não poder e não ter onde deixar o bebê para realizar suas atividades do lar. Mas é possível que uma ação tenha levado à outra e se percebeu que os bebês slingados naquela época receberam uma dose extra de carinho, segurança e atenção. E essa constatação não é apenas fruto da cabeça de mães-canguru. Já foi comprovado por profissionais da área da saúde que relatam inúmeros efeitos benéficos do sling.

Esse é um exemplo clássico de como a necessidade da mãe, de cuidar do bebê e trabalhar ao mesmo tempo, criaram ferramentas importantes para os cuidados com os filhos. Hoje ele é moda e surge como alternativa entre os inúmeros acessórios possíveis para se carregar e passear com o bebê. Mas é importante reforçar que ele é uma alternativa que proporciona um contato e uma relação muito mais estreita e próxima com o bebê, já que a criança tem mesmo a sensação de uma vida uterina, ainda que fora do útero. Isso acontece porque os batimentos cardíacos, o cheiro, a respiração e calor da mãe, remetem o bebê à vida antes de nascer e essa sensação lhe traz segurança.

Slings engraçadinhos! =D

Se você ainda não se convenceu e quer saber mais sobre os inúmeros benefícios de se aderir ao sling, vamos a mais informação:

  • interação mamãe/bebê: é como se houvesse uma continuidade da vida intra-uterina;
  • protege do vento e do sol;
  • facilita a movimentação em locais com multidão e de difícil acesso;
  • privacidade na amamentação, já que o sling possui uma faixa extra;
  • o sling respeita tanto a coluna do bebê quanto de quem o carrega;
  • aumenta a auto-estima do bebê, pois oferece maior atenção e afeto;
  • desenvolvem melhor seu potencial cognitivo e motor;
  • o campo visual do bebê slingado é mais interessante daquele em que o bebê esta no carrinho;
  • bebês slingados são mais tranquilos, dormem melhor e choram menos (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia);
  • é pratico e gera praticidade, deixa as mãos da mãe livre;
  • pode ser usado do nascimento até 20 kg (dependendo do tipo de sling);
  • custa muito menos que um carrinho;
  • os bebês slingados tornam-se independente mais rapidamente;
  • aprendem mais! (por não serem super-estimulados, são mais calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor);
  • Sling no caso de prematuros: “o sling atua como incubadora natural para bebês prematuros, fornecendo a temperatura ideal através das trocas de calor com a mãe. Bebês slingados ganham peso e se desenvolvem mais rapidamente” Há registros que mostram que a ideia do “mãe canguru” desenvolveu-se primeiramente na Guatemala. Por falta de incubadoras para os bebes prematuros, começaram a deixar as crianças grudadinhas com suas mães, onde recebiam calor e mantinham o contato necessário para seu desenvolvimento.

Seja adepta do babywearing!

Há um caso curioso sobre a origem do sling como conhecemos hoje.

Dr. Rayner Garner um americano casado com a havaiana Sachi, criou o sling com argolas para carregar a sua filha Fonda em Kaneohe no Havaí em 1981. Inspirados pelo livro “The Continuum Concept” de Jean Liedloff, eles foram inspirados a carregar o seu bebê.

Ele conta que haviam comprado um carregador de frente para levar Fonda recém-nascida e não ficou satisfeito, pois a alça dos ombros era inadequada e sua esposa não conseguia amamentar sua filha. O tecido era sintético e desenvolveu uma erupção de calor. Frustrados com o carregador de frente, colocou a mão no armário e tirou um lenço de lã que havia comprado na Escócia, uniu os quatro cantos, formou um nó, passou sobre o seu ombro e colocou a sua filha dentro. Ela deu um suspiro suave e rapidamente se aninhou para dormir. Era perfeito!

O lenço atado estava bom para os primeiros dias, mas logo descobriram que era difícil de ajustar. Rayner era alto e Sachi baixa e eles tinham que desatar o nó cada vez que revezavam ou quando Sachi queria amamentar. Rayner tentava desenvolver um método para ajustar rapidamente o tecido sem comprometer a segurança. O método precisava ajustar e regular sem que o bebê escorregasse.

Ele comprou um pedaço de tecido de algodão, esticou no chão e passou três dias dobrando e desdobrando como se fosse um avião de papel. Por último ele costurou duas argolas de cortina de um lado do tecido e passou o tecido da outra ponta através das argolas.

Não tinham a intenção de fazer negócios pela descoberta, porém com o passar do tempo, muitas pessoas aproximavam e queriam saber onde poderiam obter aquele maravilhoso e prático sling. Assim começou uma pequena indústria de sling artesanais para estas pessoas que encomendavam.

Rayner e sua família fizeram uma enorme contribuição para o “babywearing” moderno. Ele deu ao simples pano indígena um “design” moderno, fez uma ponte entre a antiga maneira de carregar bebês e a tecnológicos carregadores da sociedade moderna: carrinhos, mochilas estruturadas e bebê confortos. Ele criou um sling confortável e prático para os pais modernos.

Para finalizar, ensinamos como usar o sling!

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Fonte:
http://www.raynergarner.com/
http://www.intuit.org.uk/
Editado e traduzido por Best Sling, com adaptações.

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