O bebê chegou, e agora?

Depois de nove meses intensos, expectativas crescendo junto com a barriga, cuidados redobrados para tudo dar certo e amor aumentando a cada mexida do bebê. Visitas afetuosas, telefonemas cheio de bons desejos e preocupações e boa vontade de todo mundo para ajudar. Chegou o grande momento: o bebê nasceu e, após a alta médica, uma nova etapa se inicia. Sensação de mulher poderosa. Não há nada mais importante que gerar uma vida!

Mas a doce tarefa de ser mãe também oferece desafios, mãe-fraldas
especialmente nessa fase de adaptação. Durante a gravidez, as coisas correm em ritmo lento, com tempo para digerir mudanças. Depois que o bebê nasce, são poucas horas para incorporar o papel de mãe e iniciar os cuidados com aquele pequeno ser que só parece chorar, mamar, dormir e sujar as fraldas.

A felicidade era intocável, mas agora abre brecha para sentimentos confusos, dúvidas, medos… A volta exclusiva da atenção para ele, ou uma leve (ou profunda!) depressão pós-parto. Sua necessidade não existe mais, só a do bebê. E cadê suas preferências, desejos, momentos e o casamento? Claro, nem tudo pode ser do mesmo jeito de antes, mas com paciência e boa vontade, as coisas começam a se encaixar.

mae-primeira-viagemPermita-se! Aceite sem culpa esse turbilhão de sentimentos. Os especialistas são unânimes em dizer que toda mãe, por mais feliz que esteja com a chegada do bebê, sente algum incômodo com as tantas alterações que ocorrem na rotina. Novos horários, mamadas constantes, choros persistentes, noites em claro, licença do trabalho, alterações hormonais…

O importante é não encarar esse assunto como um tabu. A sociedade tem uma visão idealizada da maternidade e cobra da mulher uma realização plena, absoluta e inalcançável. E se você questionar algum ponto, ou toda essa aura materna, não se sinta culpada, não se sinta como se invalidasse a felicidade e a gratidão de gerar uma criança.

Mother holding baby

 

O antídoto? Olhe para si mesma de forma mais compreensiva e busy_mom_with_child_and_01racional. É normal intercalar momentos de contentamento e vazio. Pense no quanto se dedica ao bebê, mas se vez ou outra achar que seria bom ter um tempinho para ficar sozinha e cuidar apenas de você, isso é perfeitamente normal. Peça ajuda à mãe, sogra, uma amiga ou a madrinha. Os três primeiros meses são mais críticos, o bebê exige cuidados mais constantes, as mamadas são a curtos intervalos. Mas à medida que ele cresce, dá para delegar funções sem danos. E para o bebê é bom se acostumar com outros ambientes e outras pessoas. Ajuda na socialização posterior. Teste aos poucos, com períodos curtos e, aos poucos, vá espaçando mais. Um passeio, uma ida rápida ao salão, uma curta sessão de massagem podem fazer milagres por uma mãe cansada.

Atitudes Possíveis

  • Os primeiros meses, mais críticos, passam rápido. Aproveite o tempo e os momentos com o bebê.
  • Não passe os dias de pijama e coque. Arrume-se ao acordar. Um bom banho e uma roupa limpa rendem energia e motivação.
  • Não se cobre perfeição nem se compare a outras mães. Cada uma tem um jeito de criar os filhos. Faça o seu melhor e pronto!
  • Aceite ajuda. Peça ajuda. O marido pode pegar o bebê de madrugada, de vez em quando, sua mãe pode dar aquela geral na casa e uma amiga pode lavar uma louça. Evita a sobrecarga e dá uma sensação de vida minimamente organizada.

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Inscrições gratuitas pelo: [email protected]