Como amamentar seu bebê – O Guia Definitivo

A gravidez realmente é um momento divino. Gerar uma criança transforma a mulher em mãe e faz com que ela tenha sentimentos que, até então, seriam impossíveis de sentir.

Não há momento mais íntimo nessa relação do que o ato de amamentar. A amamentação cria laços eternos e inesquecíveis entre mãe e filho.

Por mais que alimentar um bebê com o leite materno seja natural, muitas mães têm dúvidas e receios que vão aparecendo nessa fase. Isso é normal, afinal, quem não deseja cuidar de seu filho da melhor maneira possível?

Pontos importantes sobre a amamentação

Cada gravidez é diferente e cada filho requer cuidados especiais. Para exercer a linda função de ser mãe, você precisa ficar presente pra certas coisas:

  1. Uma forma de saber se o seu bebê “pegou” o peito direitinho é a ausência de dor nesse momento. Ou seja, se houver algum incomodo, é porque a criança não está sabendo como sugar o leite. Ela tem que colocar quase toda a aréola dentro da boca na hora da amamentação.
  2. Não se preocupe em não ter mais leite. Na verdade, quanto mais o bebê mama, mais a mãe vai produzir esse alimento.
  3. O tamanho do seio não influencia a produção de leite. Ou seja, ele terá a quantidade suficiente para a amamentação do seu filho.
  4. Não se assuste! O leite, de verdade, só aparece alguns dias depois do parto. Antes disso, o que surge é o colostro, que é essencial para o bebê.
  5. O colostro é um líquido de cor amarelada ou esbranquiçada e de gosto salgado. É considerado a primeira vacina que o bebê recebe, pois contém inúmeros benefícios para o desenvolvimento da criança.
  6. Rico em vitaminas E, K e A, o colostro ajuda na proteção dos olhos, no amadurecimento do intestino e demais particularidades do recém-nascido.
  7. É normal o bebê perder peso quando nasce. Isso será reposto durante a amamentação.

É importante ressaltar que a amamentação apresenta dificuldades, mas nada tão grave ou apavorante. Os pequenos problemas que possam surgir nesse período são facilmente solucionados com conversas sinceras com seu médico ou enfermeira.

Para amamentar não precisa comprar nada

Amamentação acontece naturalmente. O que, talvez, você precise é de alguns objetos que vão tornar o momento mais aconchegante e prático. 

Vale a pena investir em uma poltrona de amamentação. Já que é um móvel bem confortável para a mamãe relaxar enquanto aproveita a maravilhosa sensação de alimentar o seu filho.

Outro utensílio que merece ser adquirido são os sutiãs de amamentação. Eles são funcionais, pois ajudam a mamãe a qualquer momento e em qualquer lugar. Tenha, no mínimo, dois deles, porque eles sujam com facilidade.

Sempre tenha paninhos para limpar a boquinha da criança e seus seios também. Não se esqueça de se hidratar. Procure manter uma garrafinha de água ao lado da cama ou junto a você durante o dia.

Como amamentar na prática

É importante saber que não há um prazo de duração para cada mamada. Tudo vai depender da criança. Há bebês que levam 5 minutos, outros 20 minutos. Com o tempo, tanto você quanto seu bebê vão se ajustando.

Procure um lugar bem sossegado e confortável para amamentar. O local é muito importante nos primeiros dias de amamentação, pois isso vai influenciar na sua adaptação e, também, no comportamento do seu bebê nesse momento.

Se possível, se distancie das pessoas e prefira o silêncio. Esse é um instante especial que merece ser muito bem vivenciado por ambos.

Tenha em mente que é você quem vai definir a melhor maneira de amamentar. Não se prenda a regras. Caso se sinta melhor ao alimentar seu filho na frente da televisão ou lendo uma revista, fique à vontade para fazer isso. O ideal é que esse momento seja relaxante.

As costas, bem como os braços, não podem ficar doloridos, por isso a postura na hora de se sentar é importante. Segure o seu filho e o leve ao seio, e não ao contrário, ou seja, o seio até ele.

O segredo de uma boa amamentação é saber conduzir o bebê ao seio e fazer com que ele “pegue” quase toda a aréola. Certifique-se que ele esteja sugando o leite e se satisfazendo com a alimentação.

Caso o processo esteja sendo dolorido, o ideal é recomeçar. Faça isso colocando o dedo mínimo entre a gengiva do bebê e o mamilo para que o vácuo seja desfeito.

Em seguida, se ajeite da melhor maneira possível (se for preciso, use almofadas e travesseiros) e tente novamente. Uma vez que a boca do bebê se encaixa, a amamentação se inicia novamente.

Quando alimentar o seu bebê

Outra dúvida bastante recorrente sobre amamentação é de quanto em quanto tempo você precisa alimentar o seu filhinho. Essa questão é algo bastante discutido entre mães e especialistas, porém, quem vai determinar a frequência desses momentos é você.

Recomenda-se que nos primeiros dias de vida da criança o ideal é oferecer o peito sempre que ela chorar ou demonstrar interesse. Lembre-se que a quantidade de leite é estabelecida pelo estímulo. Quanto mais o bebê sugar, mais alimento a mãe terá nos mamilos.

Com o passar do tempo, você vai começar a se adaptar às necessidades do seu filho e poderá, então, criar uma rotina de amamentação.

O normal é que a criança mame de 8 a 12 vezes por dia. A quantidade de leite que precisa ser ingerido é algo que deve ser ajustado entre a mãe e o médico. 

Como saber se a criança está bem alimentada?

É comum que nos primeiros dias de vida da criança, as mães se questionem se a quantidade de mamadas está sendo o suficiente para alimentar bem o seu filho, afinal, o bebê parece sempre estar chorando de fome.

Por mais aflitivo que possa parecer, saiba que o bebê não chora somente de fome. Ele é um ser indefeso que acabou de nascer, por isso há uma série de coisas que podem incomodá-lo, como, por exemplo, a luz, o frio, a cólica… enfim, com o tempo, a mãe irá saber distinguir o que o seu filho precisa.

Voltando ao assunto da amamentação, há algumas dicas para saber se o seu bebê está bem alimentado.

  1. A criança tem necessidade de se alimentar de 6 a 8 vezes por dia.
  2. Você vai sentir seus seios mais vazios e macios depois de cada amamentação. Isso quer dizer que ele está sugando direitinho o leite.
  3. Depois de alimentado, o bebê se mostra mais relaxado e satisfeito.
  4. Você perceberá, também, que o bebê está bem alimentado quando a troca de fraldas começa a aumentar. Além disso, as fraldas são descartadas com mais peso devido às fezes descartadas.
  5. As fezes, com o passar do tempo, vão clareando.
  6. Ao amamentar, fique atenta à sucção do bebê. Quando ele se alimenta bem, tende a engolir com mais rapidez o leite.
  7. É possível observar um melhor desenvolvimento da criança e sem sinais aparentes de irritação ou desconforto.
  8. Atente-se ao peso do bebê. A cada consulta no pediatra, meça o desenvolvimento e compare com os resultados das últimas vezes.

Alguns incômodos que podem surgir e cuidado com os seios

Algumas adversidades que podem aparecer nesse período são:

Ingurgitamento: Quando os seios estão cheios demais ou empedrados. Isso pode acontecer dias depois do parto, e é um sinal de que você está produzindo muito leite. Para resolver isso, dê de mamar com mais frequência, a cada duas ou três horas. E intercale os seios na amamentação.

Outro modo de aliviar o desconforto é massagear os mamilos, principalmente onde se sinta caroços, pois aí é aonde o leite está mais acumulado.

Aplicar gelo nas mamas ou uma fraldinha molhada e gelada também ajudam a aliviar a dor. Faça isso depois de cada mamada.

Mastite: A mastite é um problema comum que pode ocorrer no período de amamentação. Trata-se uma infecção ou inflamação das glândulas mamárias. Um dos sintomas mais presentes, além da dor nos seios, é febre alta.

Para evitar que isso ocorra, o ideal é dar de mamar com frequência e se assegurar de que o bebê está fazendo a “pega” certa do seio, ou seja, encobrindo a aréola. Se a criança não suga corretamente, ela não vai ingerir a quantidade adequada de leite e isso pode fazer com que se acumule nos mamilos.

Ao detectar esse problema, a mulher deve procurar o seu médico, pois somente ele irá orientá-la para os melhores procedimentos que irão curá-la. Não é preciso parar de amamentar nesse período, porém só o especialista é quem vai saber como fazer você passar por essa fase de forma tranquila.

Rachaduras e fissuras: Essa talvez seja a complicação mais comum e fácil de se tratar durante a amamentação. Fissuras e rachaduras podem aparecer nos seios devido ao seu ressecamento e quando a criança não faz a “pega” corretamente. Há um grande incômodo quando isso acontece, pois dói e pode, até, sangrar.

Quando isso acontece, especialistas recomendam a suspensão temporária (de 24 a 48h) da amamentação para que o seio possa cicatrizar e amenizar a dor. Vale lembrar, ainda, que rachaduras e fissuras podem ser curadas passando o próprio leite materno na aréola.

Outra alternativa de cura para esse problema é o sol. Expor o seio aos raios solares durante alguns minutos é essencial para que o mamilo se recupere de forma natural.

Como foi possível observar, as dificuldades mais comuns da amamentação podem ser resolvidas de maneira apropriada quando se tem informação e cuidados médicos à disposição.

Sendo assim, tenha paciência e calma, não se desespere. Procure orientação adequada para passar por essas fases proporcionando segurança e cuidados para a sua saúde e para a saúde do seu filho.

A importância da amamentação

Não há dúvidas de que a amamentação é de extrema importância para o crescimento e o desenvolvimento saudável da criança. O leite, alimento rico em vitaminas, ajuda os pequenos ao longo da vida.

Por isso, esse ato nunca deve ser dispensado pelas mães. No entanto, amamentar não é uma tarefa fácil, requer muita paciência e informação. 

Se amamentar parecer difícil e você não aguentar, pense nesses motivos pra continuar:

Saúde: A mãe que amamenta o seu filho dá a ele saúde e menos chances de contrair doenças como pneumonia, bronquiolite, infecção urinária e demais problemas logo no primeiro ano de vida.

Benefícios para a mãe: Não é só o bebê que é recompensado com esse tipo de ato, a mãe também. Nesse processo, a mulher perde as calorias e peso adquiridos durante a gestação. Além disso, ajuda na prevenção do câncer de mama e de ovário.

Alimento completo: O leite é um alimento completo. Nele, há tudo o que o bebê precisa nos seus primeiros meses de vida. O alimento é composto por 400 nutrientes, além de hormônios e substâncias que combatem muitas doenças.

Intimidade: Amamentar é mágico, pois é nesse período que a mãe e o filho criam laços eternos. A relação entre ambos fica mais estreita e a criança começa a reconhecer os cheiros, a pele, o aconchego e a proteção que somente o seu colo pode proporcionar a ele.

Custo-benefício: Quem tem leite materno tem a melhor relação de custo-benefício que existe, já que essa alimentação, altamente eficaz, é gratuita e garante inúmeras vantagens ao seu bebê.

Não se esqueça de você

Quando se tem um bebê, é normal as mães ficarem tão envolvidas com a maternidade que acabam se esquecendo de ter momentos para si e, até mesmo, de se alimentar saudavelmente.

Isso é um erro, porque, com o tempo, a tendência é se sentir cada vez mais cansada, sobrecarregada e incomodada com a situação.

Para evitar que isso aconteça, o ideal é que você continue a ter um tempo sozinha para cuidar da beleza e do seu bem-estar.

É difícil, pois o bebê toma muito tempo da mãe, mas aproveite o tempo que ele está dormindo ou sendo cuidado pelo pai para fazer as unhas, cuidar do cabelo e, porque não?, ir para a academia.

A alimentação também é de extrema importância, afinal, você precisa ter uma dieta saudável não só para recuperar o seu peso de antes da gravidez, mas para produzir leite e ter forças para amamentar o seu filho.

Prefira alimentos que tenham gorduras saudáveis, pois é benéfico para o bebê. Abacate, azeite, castanhas, sementes e peixes são excelentes opções.

É normal ter mais fome no período de amamentação, por isso procure fazer lanches nutritivos entre uma refeição e outra. Além disso, se hidrate sempre com água. Mantenha à disposição uma garrafinha para te lembrar de ingerir esse líquido sempre que sentir necessidade.

Há mães que percebem que os bebês têm mais cólicas quando elas ingerem determinados alimentos. Confie na sua observação e caso ache que determinada comida, ou bebida, está prejudicando seu filho, suspenda-o temporariamente.