Leite em pó, só em casos extremos!

Olá, meninas!

Estou postandoa resposta da SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA à matéria lamentável da revista Pais & Filhos sobre leite em pó.

vaca

Cara autora do Blog Bebê Blogando e caro chefe de redação da Pais &Filhos,

Lamentavelmente, o texto “Há um ano: Leite em pó” presta mesmo um desserviço à população. São pesquisas científicas que embasam a orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, de que os bebês sejam alimentados com leite materno e somente com ele até os seis meses, continuando a amamentação e acrescentando alimentos saudáveis até dois anos ou mais. Ciência nada tem a ver com moda.

Há muitos anos trabalhamos para bem informar as famílias sobre os benefícios inigualáveis do leite materno (o leite de cada mãe é específico para seu filho, tem os anticorpos necessários para aquela criança) e do ato de amamentar, que ajuda muito no estabelecimento do vínculo afetivo, transmite amor e carinho. A amamentação protege o bebê de diarreia e infecções, diminui o risco de alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade. É também um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, importante para que ela tenha dentes fortes e bonitos, desenvolva a fala e tenha boa respiração. Traz inúmeras vantagens também para a saúde da mãe.

Mitos como o do “leite fraco” precisam ser combatidos, isso não existe! E sabe-se que boa parte dos problemas enfrentados pelas mulheres na amamentação são resolvidos com boa orientação, com um posicionamento adequado no peito, uma “pega” correta, por exemplo. Não existe leite em pó que se compare ao leite materno! Para os prematuros e bebês com dificuldade de sugar, há o ótimo trabalho prestado pelos Bancos de Leite Humano.

Complementos têm indicações médicas específicas. Mamadeiras não são também indicadas, trazem a chamadas “confusão de bicos”, fazendo com que a criança desmame mais cedo. Convidamos a autora e a revista a contribuir para a saúde das crianças, pois o texto publicado está na contramão de um trabalho sério (e difícil) que vimos desenvolvendo há anos.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).